Estrela brasileira

• BRASÃO DO MUNICÍPIO DE CAMPOS GERAIS

DESCRIÇÃO:
A peça principal é o contorno dos lances principais da Serra do Paraíso, que, topograficamente, se eleva a Sudoeste da Sede do Município, tomando-se como centro da rosa dos ventos a posição da Igreja Matriz. É descrito em baixo relevo, em campo verde.
Dois sulcos convergentes, em campo verde, formam um vale, por onde corre o manancial d'água que abastece a cidade, cuja qualidade é exaltada desde a fundação da cidade.
Como suporte, talhados em sulco em campo amarelo, verde e vermelho escuro, um ramo de cafeeiro entrelaça com uma haste de milho, simbolizam duas das principais culturas do Município.
Em campo azul, quatro cruzetas simbolizam os raios de sol ferindo as nuvens anunciando sempre um novo porvir.
O laço, em duas bandas, talhados em campo branco, traz a divisa: "UNIÃO E PROSPERIDADE", em vernáculo.
O contorno externo, em campo maior, é em forma de escudo comum do Século XIII.

• BANDEIRA DO MUNICÍPIO

Criada pela Lei nº 753, de 04 de junho de 1965.
Prefeito da época: Sr. Davi Pereira Maia.
A Bandeira deve ser confeccionada em bege e marrom que simbolizam as cores da Veste de Nossa Senhora do Carmo "Padroeira do Município".
No centro vê-se os mesmos desenhos e cores do Brasão.
Foi desenhada pela Professora Neuza Aparecida Maia a pedido da Inspetora, a Dr. Therezinha Caiafa (D.Zita).
Foi bordada a primeira Bandeira por D. Maria Caiafa e Neuza Aparecida Maia. O laço que se vê foi sugestão de D. Maria Izabel dos Santos Rabelo e "UNIÃO E PROSPERIDADE" foi sugestão do Professor Afrânio Caiafa de Mesquita.

• HISTÓRIA DO HINO DA SERRA

O Hino a Campos Gerais se originou de uma disputa entre dois conjuntos musicais. Todavia, o Hino à Serra de Campos Gerias, não o foi. Este, foi conseqüência de uma mera obra do ocaso, segundo o relato do Sr. João Evangelista de Oliveira:

"Em uma bela e amena noite de verão, mais ou menos às 11 horas da noite, estava na cozinha de sua casa, já pensando em se deitar, quando de repente entraram pela casa adentro os diletos amigos José Faustino de Souza - o Zé Faustino e José Augusto Pereira - o Zé Pereira, este, seu amigo de infância, naquela data já residente em Brasília, mas se encontrava em visita a nossa cidade, sua terra natal.

O meu compadre e colega Agenor, segundo me confessou, ficou bastante surpreso com aquelas visitas imprevistas aquela hora da noite. Mas, os seus visitantes satisfizeram logo a sua curiosidade. Zé Pereira tomou logo a palavra e foi dizendo: "Agenor, há quantos anos não nos vemos e, por isso, para matar nossas saudades, vim convidá-lo para uma serenata, mas uma serenata sui generis, não na rua, mas dentro da casa do nosso amigo Zezinho".

A resposta do meu amigo Agenor, foi a seguinte: "tudo certo, vamos proceder o acontecimento da nossa serenata, quando assim ficamos até altas horas da noite." Antes de sairmos para a casa do Zé Faustino, continuou Agenor, o Zé Pereira tirou do bolso um pedaço de papel manilha muito amarrotado e foi logo dizendo: “Agenor, enquanto você e Zezinho conversavam eu descansava e rabisquei estas mal traçadas linhas”. Trata-se de uma pálida homenagem que há muitos anos eu desejava prestar a nossa querida terra. É um poema simples, despretensioso, mas que traduz o meu mais puro amor, o meu afeto e a mais sincera homenagem à nossa querida terra, onde eu nasci e a admiração que eu tenho pela SERRA DE CAMPOS GERAIS".

Assim sendo, Agenor, componha a música deste meu poema e que o mesmo denomine-se "Serra de Campos Gerais", digo "Hino à Serra de Campos Gerais".

E assim aconteceu com o Hino a Serra de Campos Gerais – Melodia de autoria de Agenor Reis e letra composta por José Augusto Pereira.

Quem não conhece a serra
De minha terra,
Testemunhas de tantos ideais.
Não sabe que o Criador
Numa explosão de amor
Fez a Serra de Campos Gerais.
Nas noites de luar
A nossa linda serra
Parece murmurar a mais ardente prece
Então fico pensando que tem coração
Este monumento que tem majestade.
E no pensamento deixa saudade
E fez chorar a quem já chorou
E me viu sorrir, me viu chorar,
Porque não mais voltou para ficar.

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