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| História
das Bruxas |
a.e.c = antes da era cristã
d.e.c. + depois da era cristã
Cerca de 12000 a 10000 a.e.c.
- Encontradas estatuetas de uma Deusa da Fertilidade;
- Pinturas ruprestres na França e Espanha descrevem
danças circulares e um Deus (ou um sacerdote representando
um Deus) vestindo peles de animais e chifres;
Cerca de 6000 a.e.c.
- A Bretanha tornou-se uma ilha - anteriormente, era unida
ao continente europeu;
De 6000 a 5000 a.e.c.
- Início da agricultura no Oriente Próximo;
antes viviam da caça (isso significa que o conceito
de fertilidade da terra foi acrescentado ao da fertilidade
humana e dos rebanhos - assim, novos ritos e crenças
foram adicionados à religião e à magia);
- A agricultura também trouxe ao paganismo a importância
do Sol e da Lua na vida das pessoas (colheitas, ciclos,
morte, renascimento etc.);
3000 a.e.c.
- Neolíticos começam a se estabelecer na Bretanha
(dizem que tais povos vieram do Norte da Ásia e,
com isso, trouxeram consigo muitos cultos do Além
Mundo, como por exemplo de Ísis e Osíris no
Egito, em seus conceitos essenciais);
3350 a.e.c.
- Zodíaco de Glastonbury (sugere que as formas das
colinas, rios etc ao redor de Glastonbury deram origem às
figuras do zodíaco);
2000 a.e.c.
- Povos do início da Idade do Bronze chegam à
Bretanha atraídos pelas minas de estanho;
- Construção dos aterros circulares;
1800 a.e.c.
- Construção de Stonehenge e da maioria dos
monumentos megalíticos (que até hoje são
lugares de poder para cultos pagãos);
1103 a.e.c.
- Refugiados de Tróia fundam Londres (data aproximada);
Século V a.e.c.
- Povos célticos da cultura hallstadt da Idade do
Ferro invadiram a Bretanha e ocuparam partes do sudeste.
Trouxeram armas de ferro e utensílios, e acredita-se
que tais povos trouxeram os druidas como seus sacerdotes,
mas é possíveis que os druidas fossem sacerdotes
de tribos ainda mais antigas;
55 a.e.c.
- Tentativa fracassada de Júlio César de conquistar
a Bretanha;
37 d.e.c.
- José de Arimatéia, com alguns companheiros,
refugia-se da Palestina depois da crucificação
e funda a primeira igreja cristã na Bretanha, em
Glastonbury;
43 d.e.c.
- Um exército romano desembarca na Bretanha e ocupa
o país durante 40 anos;
61 d.e.c.
- A Revolta de Boudicca (Boadicea);
- Massacre dos druidas pelo Império Romano;
120 d.e.c.
- A Bretanha é incorporada ao Império Romano
por meio de tratado;
324 d.e.c.
- Por decreto do Imperador Constantino, o Cristianismo torna-se
a religião oficial do Império Romano;
410 d.e.c.
- Queda de Roma e fim do domínio romano na Bretanha
(foi neste quinto século que o rei Arthur deve ter
vivido, caso tenha tido uma existência histórica);
553 d.e.c.
- O Conselho de Constantinopla declara a doutrina da reencarnação
como sendo uma heresia;
597 d.e.c.
- Santo Agostinho traz o Cristianismo Papal para a Bretanha,
agora extensivamente estabelecido entre os anglos, saxões,
jutos e dinamarqueses;
607 d.e.c.
- recusa dos cristãos célticos em reconhecer
a supremacia de Roma;
- Massacre dos bispos célticos;
- Incêndio da biblioteca de Bangor;
Século VIII
- "Liber Poenitentialis", de Theodore, proibe
a prática da dança usando máscaras
de animal, especialmente as de animais de chifres (as pessoas
tinham o costume de dançar usando máscaras,
como os pagãos faziam);
900 d.e.c.
- O Rei Edgar lamentou o fato de que os Antigos Deuses eram
muito mais adorados em seus domínios do que o Deus
cristão;
906 d.e.c.
- Regino, em seu "De Eclesiástica Disciplinis",
apresenta o famoso "Canon Episcopi", denunciando
as "mulheres más" que cavalgavam pela noite
"com Diana, a deusa dos pagãos", obedecendo-a
como uma deusa e sendo chamados ao seu serviço em
certas noites. Esse texto serviu de autorização
para a morte de milhares de pessoas;
1066: A conquista Normanda;
1090 a 1270: A era das Cruzadas que terminou
em fracasso;
1100: Morte de William Rufus (que provavelmente
era um pagão);
1207: Papa Inocêncio III começou
a pregar a Cruzada Albigense, dirigida contra os cátaros
no Sul da França;
1234: Extermínio dos Stendigers;
1290: Eduardo I expulsa os judeus da Bretanha;
1303: O Bispo de Coventry foi acusado de
Bruxaria pelo papa;
1307 a 1314: Perseguição
dos Cavaleiros Templários;
1316 a 1334: Período do papado de
João XXII, autor de alguns dos primeiros decretos
formais contra a Bruxaria;
1324: Julgamento de Dame Alice Kyteler
pelo Bispo de Ossory. Ela refugiou-se na Bretanha, onde
tinha amigos "bem colocados"; diziam que o Bispo
era um deles e a julgou depois que esta cortou relações;
1349: Fundação da Ordem da
Jarreteira por Eduardo III (que pode ter sido pagão);
1406: Rei Henrique IV instrui o Bispo de
Norwich a procurar e prender as bruxas e feiticeiros na
sua diocese;
1430: Julgamento de Joana D'Arc;
1484: Bula Papal do Papa Inocêncio
VIII, "Summis desiderantes affectibus", um ataque
feroz aos hereges e bruxas);
1486: Publicação do "Malleus
Malleficarum", sinal da perseguição severa
e difundida;
1541: A lei da Bruxaria foi aprovada no
reinado de Henrique VIII. Isso indica que as bruxas eram
reconhecidas como uma seita herética e confirma a
velha história da "era das fogueiras";
1547: A lei de Henrique VIII foi revogada
por Eduardo VI;
1562: Outra lei da Bruxaria foi aprovada,
no reinado de Elizabeth I. Na primeira ofensa, a punição
era a exposição ao ridículo e, depois
de três condenações, morte;
1563: O Parlamento da Rainha Mary, Rainha
dos Escoceses, aprovou uma lei decretando morte às
bruxas, o que resultou em uma média de 200 mortes
por ano, durante um período de 39 anos. Durante os
9 primeiros anos, os números não chegavam
a tanto, mas entre os anos de 1590 a 1593, as mortes chegaram
a 400 por ano;
1584: Primeira edição de
"Discoverie of Witchcraft", primeiro livro a abordar
a Bruxaria de forma racionalista e longe dos absurdos pregados;
James I ordenou que o livro fosse queimado;
1597: James VI da Escócia publicou
em Edimburgo seu tratado de Demonologia e Bruxaria, o que
significa apoio da realeza à caça às
bruxas;
1604: A Lei da Bruxaria de James I, a mais
severa já introduzida na lei civil inglesa. Havia
uma lista de 3 mil bruxas que foram executadas e, a partir
daí, o número de execuções anuais
foi para 500 (apenas na Bretanha). Durou muitos anos;
1644: Matthew Hopkins começou seu
negócio como "General Caçador de Bruxas",
transformando-o em uma carreira lucrativa, oferecendo 20
xelins por bruxa encontrada; em seguida, ele teve vários
imitadores;
1681: Lançamento do livro "Sadducismus
Triumphatus", em resposta à crescente descrença
das pessoas mais instruídas a respeito da caça
às bruxas; tinha-se tornado algo enfadonho;
1711: Último julgamento de Bruxaria
na Grã-Bretanha. Jane Wenham foi julgada e considerada
culpada pelo júri, condenada à morte, porém,
o juiz não aceitou as provas e revogou o caso, libertando-a;
1722: Uma idosa foi queimada como bruxa
em Domoch, na Escócia. Esta foi a última execução
judicial na Escócia;
1735: No reinado de George II, a lei de
Bruxaria de 1735, a qual dizia que, na verdade, a Bruxaria
não existia e que ninguém deveria ser processado
por isso no futuro, mas quem "fingisse" ter poderes
paranormais deveria ser processado como impostor;
1749: Girolamo Tartarotti publicou o livro
"Del Congresso Nottorno delle Lammie", afirmando
que a Bruxaria era derivada do antigo culto a Diana e fez
uma distinção entre esta e a magia cerimonial,
que procurava conjurar demônios; foi um dos primeiros
escritores a tomar essa linha;
1809: Velhas idéias ainda persistem
na escócia, quando é publicado o Dicionário
de Brown, dizendo que uma bruxa é aquela que tem
ligações com o diabo;
1848: O Espiritualismo moderno foi fundado
como resultado das investigações dos fenômenos
produzidos pelas irmãs Fox na América (tais
fenômenos já tinham ocorrido antes, mas jamais
foram investigados). A Igreja denunciou o Espiritualismo
como "diabólico";
1857: Allan Kardec reintroduziu publicamente
a antiga doutrina da reencarnação na Europa;
1892 a 1897: Dr. Charles Hacks e Gabriel
Jogand publicaram na França uma série de "revelações
acerca do Satanismo", com o máximo de sensacionalismo,
mas nas quais o clero acreditava piamente. A maioria das
descrições modernas de "Satanismo"
são, na verdade, baseadas em tais "revelações";
1921: A Dra. Margaret Alice Murray publica
o famoso "Culto das Bruxas na Europa Ocidental",
seguido de "O deus das Feiticeiras". Nesses livros,
a autora declarou que a Bruxaria era o que restou das antigas
religiões pagãs dos europeus, e não
um culto ao diabo;
1939: Data aproximada em que Gardner começou
a praticar Bruxaria;
1948: Publicação de "A
Deusa Branca", de Robert Graves, sobre as culturas
de culto à Deusa;
1949: Gerald Gardner, sob o pseudônimo
"Scirce", publicou um romance histórico
chamado "High Magic's Aid". pelo que consta, era
o primeiro livro escrito por um bruxo iniciado;
1951: Revogação das últimas
leis anti-Bruxaria na Inglaterra;
1954: Publicação do livro
"A Bruxaria Hoje", de Gerald Gardner, o primeiro
livro falando realmente sobre quem eram as bruxas e o que
faziam;
1955: Uma mulher foi queimada como bruxa
no México, a 85 milhas do Texas, sob as ordens de
um sacerdote local, realizada pela polícia da cidade;
1963: Iniciação de Raymond
Buckland no coven de Gardner;
1963 a 1965: Introdução da
Wicca nos Estados Unidos por Raymond Buckland;
1964: A Wicca Alexandrina, ramificação
da Gardneriana, entra nos Estados Unidos;
1971: Publicação do livro
"Witchcraft From Inside",d e Raymond Buckland;
no mesmo ano, foi publicado o livro "What Witches Do",
dos Farrar;
1974: Publicação do "Livro
das Sombras" de Lady Sheeba, uma versão do BOS
gardneriano; no mesmo ano, Raymond Buckland publica "The
Three", afirmando que não existe nenhum problema
em um bruxo iniciar a si mesmo e montar um coven, mesmo
sem estar preparado para tal; depois deste livro, outros
sugerindo o "como se iniciar" surgiram no mercado,
aproveitando a onda;
1975: Início dos festivais pagãos,
tais como o Pagan Spirit Gathering e o Pan Pagan, que duram
até hoje; outros festivais foram surgindo durante
a década seguinte;
1979: Publicação de "Dança
Cósmica das Feiticeiras", de Starhawk;
1996: Estréia do filme "Jovens
Bruxas", inspirado na religião Wicca;
1997: Lançamento da série
Harry Potter que, junto com a internet, impulsionou um verdadeiro
boom de buscas e informações sobre Bruxaria
no mundo cada vez por mais pessoas;
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| Início |
| As
Bruxas de Salem - Parte I |
Na minha cidade ninguém foi queimado em fogueira. As
bruxas eram enforcadas ou esmagadas sob pesadas pedras. As
vinte pessoas executadas em Salem sempre pareceram um pequeno
número quando comparado aos milhões que sofreram
na Europa, mas, proporcionalmente, os mortos, os que ainda
estavam presos e os acusados, mas ainda não detidos
formavam uma considerável percentagem da população
numa área escassamente povoada.
Foi uma verdadeira histeria. Gente de todos os setores da
vida tinha sido acusada: um pastor graduado por Harvard e
dono de uma grande propriedade rural na Inglaterra; o mais
rico armador e proprietário de navios mercantes em
Salem; o capitão John Alden, filho de John e Priscilla,
os lendários amantes da colônia de Plymouth;
até a esposa do governador da colônia de Bay.
Ninguém estava seguro.
Tudo começou na cozinha do Reverendo Paris, onde Tituba,
uma escrava de Barbados, entretinha a filha do Reverendo e
suas amiguinhas durante os frios meses do inverno de 1691.
As meninas perguntaram a Tituba, que conhecia métodos
de adivinhação, como seriam seus futuros maridos,
uma preocupação normal da maioria das meninas
que rondavam a puberdade.
Com o passar do tempo, as meninas começaram a ter desmaios,
acessos de melancolia, adotavam posturas e gestos insólitos,
e tinham visões. (“Uma geração
depois, em Northampton, Massachusetts, o mesmo tipo de comportamento
entre jovens levaria o Reverendo Jonathan Edwards a declarar
que estava ocorrendo uma’ ‘aceleração’,
espiritual, e assim começaria o primeiro’ ‘Grande
Despertar” na história do revivescimento religioso
americano.) Na aldeia de Salem, esse mesmo comportamento foi
interpretado por líderes eclesiásticos como
obra do diabo.
Foram tomados depoimentos em audiências públicas
durante os meses seguintes, nas quais as meninas e outras
que tinham começado a ser também afligidas pelo
mesmo comportamento (“que se convertera numa coqueluche”
entre as adolescentes) acusaram membros adultos na comunidade
de as perseguirem e atormentarem. Elas tinham fantasias bizarras
de pessoas em tudo o mais respeitáveis que estariam
envolvidas em atividades sinistras com o diabo.
Quando o inverno cedeu o lugar à primavera, infortúnios
naturais foram associcados ao diabo através de certos
habitantes da aldeia. De acordo com as teorias da época,
o diabo só podia operar através de alguém
com a cooperação dessa pessoa. Alguém
que tivesse feito um pacto com o diabo. Alguém que
fosse uma "Bruxa".
Foram feitas acusações, pessoas detidas, inquéritos
abertos, e no começo da primavera as prisões
estavam superlotadas. Depois a coisa propagou-se. Foram descobertas'
'bruxas" em Beverly, Topsfield, Andover, Ipswich, Lynn
e virtualmente em todas as cidades e aldeias do Condado de
Essex.
Na realidade, houve em Andover mais prisões do que
em Salem. As autoridades de Boston enviaram representantes
para conduzir os julgamentos.
Os primeiros julgamentos começaram em junho, e Bridget
Bishop foi enforcada depois de ter ficado encarcerada desde
abril. Os acontecimentos sucederam-se com rapidez. Em julho,
Rebecca Nurse, Sarah Good, Elizabeth How, Sarah Wild e Susanna
Martin foram enforcadas.
Os julgamentos de agosto consideraram culpados John Willard,
John e Elizabeth Proctor, George Jacobs, Martha Carrier e
o Reve- rendo Géorge Burroughs. Todos foram executados,
exceto Elizabeth Proctor, que estava grávida e teve
sua execução suspensa até nascer o bebê.
Autora: Laurie Cabot (uma bruxa de Salem)
Trecho retirado do livro 'O Poder da Bruxa'
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| As Bruxas de
Salem Parte II |
Os julgamentos de setembro mandaram para a forca Martha Cory,
Alice Parker, Ann Pudeator, Mary Esty, Margaret Scott, Mary
Parker, Wil- mot Reed e Samuel Wardwell. O marido de Martha
Cory, Giles, teve morte por esmagamento sob o peso de pedras.
E quando esse hediondo verão terminou, mais de uma
centena de pessoas estavam ainda aguardando julgamento, e
várias centenas mais tinham sido acusadas.
Finalmente, cabeças mais frias começaram a predominar.
Increase Mather pregou em Cambridge que a questão de
provas aceitáveis como evidência de "Feitiçaria"
assentava-se em bases muito duvidosas e precárias,
sobretudo a noção de evidência espectral,
ou a habilidade do diabo para assumir a forma de alguém
na comunidade. Embora não negando que o diabo podia
assumir a forma de um homem ou de uma mulher, era bastante
difícil' 'provar" que ele ou ela tinha efetuado
o pacto inicial com o diabo. Não podia o diabo assumir
igualmente a forma de uma pessoa inocente? Algumas pessoas
estavam começando a pensar que sim.
Finalmente, Increase Mather argumentou ser preferível
deixar
uma "Bruxa" escapar à execução
do que dar a morte a dez pessoas 'inocentes'. Seus argumentos
levaram a melhor e a caça às Bruxas cessou pouco
depois.
Uma questão que freqüentemente vem à tona
acerca das 20 pessoas executadas e as centenas acusadas é
a seguinte: Eram elas realmente Bruxas?
Os dados históricos são escassos. Estou certa
de que algumas ou muitas delas, como suas congêneres
na Europa, ainda retinham muitas das práticas da Velha
Religião: ervas, poções especiais, adivinhação,
técnicas de cura natural. Algumas podem ter até
celebrado
as antigas datas festivas naturais.
Sabemos que colonos do Massachusetts em Marymount erigiram
um Maypole (o mastro enfeitado da festa da primavera) no começo
do século. Mas a questão sobre se eram devotos
da Deusa ou não nunca foi apurada. Havia certamente
Bruxas entre seus ancestrais, mas elas próprias podem
não ter sido Bruxas na acepção de serem
nossas correligionárias. A maioria dessas pessoas era,
provavelmente, de cristãos devotos. Não obstante,
penso que devemos reivindicá-las como Bruxas. Certamente
morreram pela nossa liberdade. Recusaram-se a admitir que
tivessem cometido qualquer crime. (É interessante assinalar
que nenhuma das que confessou praticar a Feitiçaria
foi enforcada. Declararam-se arrependidas e foram readmitidas
na comunidade. Também poderíamos indagar se
aquelas que confessaram eram realmente Bruxas ou o fizeram
para salvar a própria vida. Muita coisa se perde nas
páginas da história.)
Se as vítimas da caça às Bruxas em Salem
e cidades vizinhas não eram bruxas, então o
Museu da Bruxa, situado a algumas quadras de minha casa, não
é realmente sobre Feitiçaria, e os visitantes
que o percorrem aos milhares todos os anos não estão
realmente aprendendo a verdade sobre quem somos ou o que praticamos.
Durante anos, as Bruxas de Salem protestaram a esse respeito
junto à Administração do Museu e conseguimos
finalmente que os turistas fossem alertados para isso. O que
os visitantes aprendem em seus giros pelo museu não
é a religião da Deusa, mas o que pode acontecer
a uma comunidade cristã que sucumbe a um medo irracional
do diabo e projeta essa imagem maléfica em membros
da própria comunidade.
À medida que o século XVIII avançava,
as pessoas foram ficando mais céticas a respeito de
Feitiçaria. O espírito da época - a racionalidade
do Iluminismo - convenceu as pessoas de que essa magia era
embromação e de que quem a praticava estava
cedendo à auto-sugestão.
A nova era, também era mais cética sobre a religião
em geral e menos zelosa em perseguir os não-crentes.
A ira que tinha alimentado as caças às Bruxas
aquietou-se. Em 1712, a última pessoa condenada por
Feitiçaria era executada na Inglaterra, embora as leis
antibruxaria permanecessem teoricamente em vigor até
o século XX. Na Escócia, a última execução
teve lugar em 1727 e as leis foram revogadas em 1736. E claro,
por toda a Europa e na América houve julgamentos e
execuções esporádicas. Na Hungria, em
1928, por exemplo, os tribunais absolveram uma família
que tinha espancado uma anciã até a morte por
suspeita de bruxaria.
Com ou sem as leis e as autoridades civis ou eclesiásticas
para apoiá-Ias, as pessoas continuaram molestando Bruxas
e, com freqüência, causando-lhes sérios
danos físicos. Certa vez, um fotógrafo perguntou-me
se eu estaria disposta a posar para uma foto ao lado do túmulo
do Juiz Hathorne, um dos magistrados que perseguiu Bruxas
em Salem nas cidades vizinhas no século XVII. Eu concordei
e agora, sempre que olho para a foto, digo ao Juiz Hathorne
e seu bando: "Nós sobrevivemos. Ainda estamos
aqui."
Autora: Laurie Cabot (uma bruxa de Salem)
Trecho retirado do livro 'O Poder da Bruxa'
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| Início |
| Mulher
- Símbolo da Fertilidade |
Muitas
bruxas dizem que a sua Arte é tão antiga quanto
a humanidade.
A Bruxaria vem da época em que os homens das cavernas
desenhavam em suas paredes os animais que desejavam caçar,
para garantir assim a captura da alma do animal antes do dia
seguinte. Isso é conhecido como magia simpática
e pode ser considerada a primeira forma de Bruxaria a existir
no mundo. Tudo o que os nossos ancestrais conheciam era a
fertilidade dos animais e dos humanos; a agricultura ainda
não tinha sido desenvolvida. O princípio misterioso
da vida vinha da Natureza e conduzia o mundo adiante.
Era um mundo de florestas e montanhas, de caça a animais
enormes e mais fortes, da segurança de sua caverna,
do calor do fogo recém-descoberto, das estrelas à
noite, da fusão dos quatro elementos em suas vidas.
Eles viam a Lua ficar cheia e ficar vazia, em uma eterna dança
que se repetia, assim como as mulheres às vezes davam
à luz novos membros da tribo, garantindo a sua continuidade.
Todo mês as mulheres sangravam muito e não morriam,
e esse era um grande mistério para os antigos. A mulher
era o símbolo da fertilidade.
Os primeiros trabalhos artísticos foram enormes estátuas
de mulheres com seios grandes e ventre cheio, uma clara representação
da Mãe. Muitos afirmam que essas são as primeiras
imagens formadas de um possível culto à Deusa,
o que pode ser ou não verdade. O que é fato
mesmo, é que a mulher era tida como sagrada por ter
o "dom" de dar origem a novas vidas. Naquela época,
o homem ainda não estava associado à reprodução.
Tais estátuas não parecem ser retratos. Elas
representam o princípio abstrato da fertilidade, da
vida; por que não poderia ser uma Deusa da fertilidade?
Ligada à mulher estava a Magia. Foi encontrada na Argélia
um desenho Paleolítico muito interessante. Alguns inclusive
dizem que é o desenho mais antigo de uma bruxa. Trata-se
de uma mulher em pé com os braços erguidos,
em uma posição de invocação. De
sua região genital, uma linha passa para a região
genital de um homem. Este é mostrado um pouco agachado,
preparando-se para lançar uma flecha com seu arco.
Em volta dele estão alguns animais, e a flecha está
sendo mirada em direção a um grande pássaro
que se parece com um avestruz.
Esta é claramente uma representação da
caça mágica: uma mulher em casa praticando magia
para possibilitar que seu homem possa ser bem sucedido na
caçada e conseguir alimento.
Apesar de o desenho ser primitivo, está relativamente
bem feito. A mulher é representada em um tamanho maior
que o homem, significando a sua importãncia, e parece
usar algumas jóias mágicas, uma faixa e alguns
amuletos em ambos os braços. Aliás, braços
levantados como se estivesse acontecendo uma invocação
são freqüentes nas artes mais antigas.
Outra figura bastante famosa da Idade da Pedra foi o "Feiticeiro",
encontrado na Caverna des Trois Fréres, em Ariége,
França. Mostra uma figura dançando, meio homem,
meio animal, com os chifres grandes de um veado. Algumas autoridades
consideram esse desenho um homem mascarado, outros, um Deus
de Chifres.
Hoje em dia, ainda há o culto a uma Deusa da fertilidade
e a um Deus de chifres. É claro que isso não
prova uma herança direta dos tempos antigos, com exceção
daquela que mantemos em nossas mentes. No entanto, podemos
ver que a Bruxaria não é uma invenção
de eclesiáticos da Idade Média, como muitos
ainda hoje querem que nós pensemos. |
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| O
que é ser Bruxa |
A
Bruxaria é um ofício que se utiliza da magia
natural para obter fins específicos e existe desde
os primórdios da humanidade.
A Bruxaria é pagã. Quando dizemos pagão,
estamos nos remetendo à origem do termo, que vem do
latim paganus. Paganus significa "morador
do campo" ou "aquele que vive do campo". Esse
foi o termo usado pela Igreja Católica para classificar
os povos que moravam no campo e celebravam as colheitas e
os ciclos do Sol e da Lua.
Vale lembrar que tais pessoas dependiam essencialmente da
Natureza para sobreviver. Assim, para eles era comum festejar
uma colheita que vinha farta e trazia comida para todo o inverno,
pois isso significava vida para eles.
Esses povos não eram católicos nem cristãos,
não por se oporem a essas religiões, mas por
suas crenças serem milhares de anos mais antigas. Eram
as crenças deles, apenas, e diferiam das crenças
cristãs assim como o Budismo ou o Hinduísmo
diferem.
O Paganismo seria, então, o modo de
viver dos povos pagãos, lembrando que usamos o termo
pagão para classificar toda e qualquer pessoa que celebre
a Natureza e seus ciclos. A Bruxaria é apenas uma das
inúmeras vertentes pagãs. Temos também
o Druidismo, o Xamanismo etc.
A Bruxaria desenvolveu-se em diversas culturas e diversas
épocas ao redor do mundo. Temos desde a Bruxaria
Pré-Histórica (quando os homens desenhavam
o animal nas cavernas achando que assim capturariam-lhe a
alma antes da caçada e as mulheres maceravam ervas
buscando a cura), passando pela Bruxaria na História
Antiga (Grécia, Roma, Egito), a Bruxaria
Medieval (uma transição fantástica
e cruel entre a Antiga Religião e o Catolicismo, através
da Inquisição), a Bruxaria nas sombras
durante o Iluminismo e o renascimento da
Bruxaria, no século XX. Como podem ver, é
uma longa história.
O renascimento da Bruxaria se deu na década de 1950,
através de um bruxo inglês chamado Gerald
Gardner. Na verdade, já existiam livros com
algumas décadas de antecedência que abordavam
o assunto, porém Gardner foi o cara que mostrou a Bruxaria
para o mundo, e como ela tinha evoluído até
então, mesmo estando nas sombras.
A maneira pela qual Gardner apresentou a Bruxaria ficou conhecida
como Wicca, que virou sinônimo de Bruxaria
Moderna. A partir daí, a Bruxaria foi se popularizando
e tendo cada vez mais adeptos, especialmente porque as pessoas
viam nela uma forma de religiosidade totalmente diferente
das religiões convencionais. Não que seja melhor
ou pior, é apenas uma forma alternativa que atrai cada
vez mais adeptos.
O coven (grupo de bruxas/os) de Gardner se ramificou e, aos
poucos, os praticantes foram se multiplicando. Era normal
que surgissem novas tradições. A primeira tradição
a surgir depois da Wicca Gardneriana foi a Tradição
Alexandrina. Os rituais e liturgia eram semelhantes à
gardneriana, com apenas algumas poucas diferenças características.
Então veio a década de 60 e o movimento hippie,
com as pessoas descobrindo formas alternativas de viver, buscando
uma interiorização maior e menor hipocrisia
perante a sociedade e a si mesmos. A década de 70 trouxe
o movimento feminista arrebatador, e a história da
Wica se modificaria para sempre...
Esses dois movimentos foram fundamentais para o desenvolvimento
da Wicca nos anos seguintes, pois a partir daí vemos
claramente uma divisão entre a Wicca de Gardner (gardneriana)
e a Wicca misturada com o feminismo, o movimento hippie (new
age) e algumas liberdades atribuídas à
religião.
Vamos resumir as coisas, então: a Bruxaria não
é uma religião, mas um ofício, um conjunto
de crenças pagãs. A Wicca, no entanto, aparece
como a religião da Bruxaria, com rituais, divindades,
dogmas e tudo o mais que uma religião tem direito.
A Wicca surgiu com Gardner, porém, aos poucos, foi
sendo modificada de acordo com as necessidades de seus praticantes,
ou de quem queria ser praticante. Temos, distintamente, duas
vertentes da Wicca: a Wicca Tradicional (gardneriana
e alexandrina) e a Wicca Moderna (qualquer
outra vertente que venha depois das duas citadas anteriormente).
Ambas, apesar de serem Wicca, são bastante diferentes
umas das outras; porém, a essência é a
mesma. O que muda é a forma de fazer a coisa toda. |
| Início |
| Sobre
Magos e Bruxas |
No Brasil vive uma senhora, que faz parte de um grupo, que
atua em todo o planeta, na desmistificação das
Bruxas, Magos e outros...
Vem atuando muito bem, e tem muita credibilidade,
e por ser de natureza honesta e preocupada com o bem estar
da humanidade, foi lhe dado o privilegio do encontro com Magas
e Magos no Brasil, e em outros paises.
Ela nos conta, que em Brasília-DF,
existe um Mago maravilhoso, que vive com sua família
numa casa humilde, e tira o sustento de todos, do trabalho
de pintor de paredes! E ainda cuida de um lar para idosos,
sem nenhuma ajuda governamental - cujas famílias são
muito pobres.
*Ela nos contou que certa vez, ao visitá-lo,
com apenas um discreto movimento de mãos, começou
uma chuva imensa de pétalas de rosas, com um perfume
maravilhoso! Diz ela que foi emocionante, as pétalas
surgiam do ar! Mais tarde, um pouco antes de se despedirem,
já do lado de fora da casa, num jardinzinho muito simples,
ele abaixou, pegou uma pedra comum, e ficou brincando; jogando-a
para cima e pegando. Numa dessas pegadas, segurou-a na mão
por um tempo maior. Quando se despediam, ele abriu a mão
e lhe deu a pedra. Ela havia se transformado numa pedra preciosa!
Brilhava como uma estrela no céu! Essa senhora, a levou
a um especialista para autenticar o brilhante, e doou-a a
uma entidade filantrópica.
* Conta ela que no Mato Grosso, encontrou
com um outro Mago tão maravilhoso quanto o de Brasília.
Que ele também vive de forma muito simples e humilde.
Vive discretamente, quase invisível. O seu sustento
e de sua família vem do trabalho de carpintaria, e
ele ainda cuida de um batalhão de doentes e famintos
na sua região. Contou-nos ela, que ele a levou numa
mata próxima, e deu um assobio, apareceram umas três
dezenas de cobras, de todas as espécies, e se prostraram
a nossa volta! Ele agradeceu e pediu permissão para
retirar um pouco do liquido que chamamos de veneno, e elas
emitiram um som como que concordando! Ele foi a cada uma,
fez a coleta, agradeceu de novo e elas foram embora fazendo
um movimento, como se estivessem dançando e felizes!
Em seguida o Mago colheu algumas folhas de três arbustos
diferentes, antes de colher pediu permissão ao elemental
daquelas plantas. Aí fomos embora. Chegando à
sua casa, mostrou-me um míni laboratório caseiro,
onde com o auxilio de um moedor, extraiu um liquido escuro
das plantas, misturou-o com o outro colhido das serpentes,
juntou com um outro liquido transparente como água
cristalina e disse: - Esse é um elixir universal, todos
que trabalham com a ajuda da natureza o conhecem e sabem que
além de fortalecer o organismo, recuperando-o do desgaste,
por completo, cura quase todas as doenças provenientes
de vírus e bactérias.
* Ela falou também de uma Maga que
encontrou no interiorzão de São Paulo. Que saiu
do encontro, maravilhada com o poder daquela mulher, com sua
humildade, e com o trabalho essencial e de forma discreta
que ela vem realizando por lá. Conta ela, que a noite
no quintal, sob seu olhar espantando, tendo as estrelas como
testemunha, viu a Maga estalar os dedos, três vezes!
O ar de repente começou a movimentar-se e foram aparecendo
bolhas cheias de um liquido viscoso, que foi sendo colhido
pela Maga e guardadas num vidro. Depois, me disse que com
esse produto faz um poderosíssimo elixir, que recupera
o organismo já desgastado pelo tempo e ainda cura quase
todas as doenças. Concluiu que é assim que ajuda
os doentes pobres da região.
* Disse-nos que numa cidadezinha bem próxima
da Capital – SP, existe uma outra senhora que faz um
trabalho maravilhoso na região, de forma tão
discreta, que até os diretamente beneficiados, não
a vê, e nem sabem dela! Ela consegue viver e trabalhar
na região sem ser percebida! É uma figura quase
invisível, embora trabalhe o tempo todo pelos necessitados
daquela região. Essa Maga mostrou uma capacidade infinita
de multiplicar coisas e alimentos, para poder atender a todos
os famintos! Ela fez na minha frente! Transformou uma só
porção de cinco quilos de arroz em cem quilos!
Em trezentos! De acordo com a necessidade. Foi para o seu
quintal, onde havia uma horta de verduras e legumes. Colheu
tudo que pode. Depois se sentou bem no meio do que restou,
liberou do seu corpo uma energia, que foi sendo absorvida
pelas plantas, que imediatamente começaram a crescerem,
em poucos minutos, já estavam em condições
de serem colhidas novamente! Foi espetacular!
- Assim é a vida dos magos, das fadas, dos alquimistas
e dos nossos anjos.
Você deve estar curioso para saber
como eles surgem e como se fizeram Magos? Muito bem, aqui
bem próximo de nós, existe uma dimensão
mais avançada que se entrelaça com a nossa,
é onde estão às escolas de aspirantes
a Magos, ali se inicia o postulante na grande obra, é
onde se preparam, e quando já prontos, são enviados
as várias regiões do nosso planeta.
Vivem de forma tão discreta que muitas
vezes você o tem do seu lado e não percebe! Mas
é necessário que seja assim, de outra forma,
o seu trabalho e sua própria estada no planeta estaria
comprometida. |
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Atualizado em 07/10/2009
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